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01 junho 2006

Ucrânia



Patrycia Kylyna, 1936

Árvore

Ela é peneira para a minha farinha de sol.
Ela é rede
pela qual foge o plâncton dos pássaros.
Ela é esponja, que na rasura do vale
se nutre de sombras.

Tradução do Ucraniano Wira Selanski

O grupo de Nova York. Colméia. Antologia lírica. Companhia brasileira de artes gráficas. Rio de Janeiro. 1993

Propaganda

Meus antepassados já estão mortos,
acabo de ouvir a notícia no rádio,
e espanto-me de existir.
Mas agora me lembro
que meus descendentes foram mortos há muito tempo,
que a notícia sobre eles já se tornou conto de fadas,
e não me espanto mais.

Tradução do Ucraniano Wira Selanski

O grupo de Nova York. Colméia. Antologia lírica. Companhia brasileira de artes gráficas. Rio de Janeiro. 1993

Na chaleira está o outono

Na chaleira está o outono.
As folhas castanhas de molho, qual chuva,
a água castahna esfria, qual geada,
torna-se amarga, como no brejo,
onde os arbustos amarelos colhem seus frutos.
Em cada xícara há uma poça, igual a um pequeno lago,
de onde fugiram os patos de olhos pardos.
Até em cada colherzinha
os sonhos das rãs trazem sombras.
Na chaleira está a velhice e Samarcanda.

Tradução do Ucraniano Wira Selanski

O grupo de Nova York. Colméia. Antologia lírica. Companhia brasileira de artes gráficas. Rio de Janeiro. 1993

http://poetry.uazone.net/portuguese.html

Tabela de tradução de ucrâniano
http://membres.lycos.fr/mazepa99/1page.htm